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Perito criminal usa várias profissões para ajudar a solucionar crimes

O trabalho desenvolvido por peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) é fundamental para municiar complexas investigações com vestígios colhidos nas cenas de crime. Um fio de cabelo, um pedaço de unha ou uma gota de sangue podem ser determinantes para identificar o autor de um homicídio. Um desses profissionais mistura a formação em diferentes áreas para aplicar na perícia criminal.

O perito Fabio Miranda Rodrigues trabalha analisando cenas de crime de morte violenta no DF. Com formação em engenharia elétrica, física, mestrado em energia, doutorado em engenharia e graduação em andamento em medicina, ele conta usar todas as ferramentas científicas ao seu alcance para entender o que pode ter acontecido em cada local de crime por onde passa.

Fábio Miranda produziu laudos importantes que ajudaram investigadores da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) a prenderem um casal acusado de espancar, estrangular e matar uma criança de apenas 1 ano. A menina Yasmin Sophia Moura Boudoux da Silva morreu na tarde de 13 de fevereiro deste ano. Inicialmente, o óbito foi tratado como decorrente de queda do berço em que a pequena dormia, numa residência localizada em Samambaia. No entanto, a perícia apontou que a menina havia sido morta.

Mesmo em cenas de crime difíceis e com poucos elementos para analisar, o perito alega que sempre algo é deixado para trás pelo autor. “Existe um princípio básico da ciência forense que diz: todo contato deixa uma marca. Assim, por mais que um autor de crime tenha tido o máximo cuidado em tentar encobrir seus rastros, algo vai ficar para trás. Algo será modificado”, ressalta.




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