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LQFF/IC lança método inédito para detecção de NBOHs em selos



Peritos Criminais do Laboratório de Química e Física Forense do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Distrito Federal (LQFF-IC/PCDF) validaram método colorimétrico para detecção de nova família de drogas presente na grande maioria das apreensões de selos do Distrito Federal e de todo o país, os NBOHs.


Por ser a forma mais usual de apresentação, segmentos de papel mata-borrão, vulgarmente conhecidos como selos, viraram sinônimos de LSD. Entretanto, desde 2013 os laboratórios forenses enfrentam uma corrida, até então sem sucesso, na busca de método de detecção rápida, visando a emissão de


Laudos Preliminares das novas substâncias presentes nos selos. Essas substâncias fazem parte da família das feniletilaminas substituídas, onde os NBOHs se enquadram. Eles são compostos alucinógenos extremamente potentes e promovem perturbações no Sistema Nervoso Central similares às provocadas pelo LSD.


Em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), peritos criminais do LQFF-IC/PCDF testaram a metodologia (Figura Única) desenvolvida na UFMG em mais de 200 apreensões de selos e compararam os resultados obtidos pelo método colorimétrico com aqueles obtidos por meio das técnicas analíticas instrumentais utilizadas para produção dos Laudos definitivos. Todos resultados positivos (indicativos da presença de NBOHs em selos) e negativos (ausência de NBOHs em selos) obtidos pelo novo método colorimétrico foram confirmados pelas técnicas instrumentais.


Após seis meses de intensos trabalhos, foi possível demonstrar que o novo método apresenta especificidade, detectabilidade e robustez adequadas para sua incorporação à rotina do Laboratório. Ajustes na metodologia permitiram harmonizar as rotinas de exames preliminares em selos para que os resultados da pesquisa de LSD e de NBOHs pudessem sair ao mesmo tempo.


Dessa forma, o novo teste colorimétrico para detecção de NBOHs em selos passa a integrar a carta de exames do LQFF-IC/PCDF. Com a disponibilização desse novo exame, espera-se que a perícia possa contribuir com o andamento das investigações de tráfico de drogas realizadas pelas delegacias circunscricionais e especializadas da PCDF.





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